terça-feira, maio 24, 2011

É preciso saber viver…


“É preciso saber viver…”
Refrão de música muito conhecida da banda Titãs, realmente faz sentido. Meditando sobre a vida, os erros e acertos, as cautelas e displicências e mesmo as incoerências com que nos pegamos todos os dias, tenho que concordar com o refrão dessa música.

Mas como saber viver? Bem, só aprendemos vivendo. Experimentando o que cada dia traz consigo, enfrentando os problemas, debruçando-nos aos pés de Cristo e agradecendo cada graça alcançada. Viver é uma crise. Enquanto há conflito, há vida.
Hoje um dos “ismos” que querem piorar nossa vida é o consumismo, a busca insaciável por ter mais e mais coisas que o marketing nos diz que é necessário que nós tenhamos, mas que na verdade nem sempre é assim. A vida não deve ser uma busca incansável apenas por ter. O consumismo nos empurra ribanceira abaixo para o descontrole financeiro e aí se esvai nossa paz nas muitas contas.
Essa sociedade de consumo faz com que desejemos viver sob padrões muitas vezes incompatíveis com o que realmente temos. É aí que mora o desajuste, a precipitação, o erro.
Cuidado com as ofertas de crédito fácil! Isso mesmo, o produto mais caro do momento se chama “dinheiro”. Os juros praticados no Brasil são praticamente desumanos. Aprender a viver é também aprender a caminhar com os sapatos no número certo, na medida.Tenta calçar um sapato quatro vezes maior do que o que te serve no pé, por exemplo. Você pode tropeçar e cair um tremendo tombo.
Certa vez um bom amigo me perguntou:
- Você trabalha com orçamento doméstico?
Ao que respondi:
- Olha, temos colocado tudo em planilhas, gastos, entradas, saídas, etc. Mas tem hora que tá difícil baterem os números.
Sabe por que muitas vezes os números não batem? Porque achamos que podemos gastar tudo que ganhamos. Este é outro fator de risco que nos expomos: a vida é cheia de imprevistos e previstos que acabamos não dando tanta atenção. Você não pode prever que vai ficar doente e impossibilitado de trabalhar de uma hora pra outra.
E se você fosse autônomo e não recolhesse contribuição na previdência social? Não pode prever que ao manipular a lata de arroz que acabara de encher com o que trouxera do supermercado fosse escorregar de suas mãos e cair no chão que estava com produtos de limpeza. E se fossem os seus últimos recursos?
Deus é o nosso provedor, nosso sustentador. Mas não devemos nos descuidar com aquilo que Ele mesmo nos provê. O Salmista disse: “Inútil levantar-vos antes da aurora, e atrasar até alta noite vosso descanso, para comer o pão de um duro trabalho, pois Deus o dá aos seus amados até durante o sono”. Salmos 127. 2.
Mas por outro lado Deus nos chama a uma vida de prudência e moderação. “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. ” – Filipenses 4.5
Há algum tempo atrás passou uma reportagem na TV sobre o Butão, um pequeno e fechado reino no Himalaia onde os ideais são avessos ao capitalismo que vivemos aqui no ocidente. Lá eles não tem medição de produto interno bruto (PIB), mas sim de “felicidade bruta”.
O que importa, segundo mostrou a reportagem, é a felicidade das pessoas. Foi criado até um departamento para promover isso ao povo que funciona como braço do governo monárquico parlamentar deles. Mas como eles podem mensurar se as pessoas estão felizes realmente? O chefe do departamento diz que é quando se sabe que elas têm tudo que precisam para viver e estão em harmonia com todas as coisas.
O Apóstolo Paulo muito antes desse povo aprendera a viver, disse ele: (…) aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Filipenses 4. 11-12
Que Deus também nos ajude a aprender a viver, porque nEle sim podemos viver real felicidade, paz e harmonia.

Autor: Rev. Danilo Cassemiro
Fonte: Maxmode / Redação: Diante de Deus

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